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RESTAURAÇÃO DA VERDADE
Autor: Pr. Mauricio


Introdução

 
Qualquer movimento de “renovação” ou de “restauração” não tem sua origem numa reforma teológica mas sim, na soberana ação do Espírito Santo. A base de qualquer reforma são os ensinos de Jesus, dos apóstolos e a vida da igreja do começo.
A ação do Espírito Santo tem produzido mudanças significativas na vida da igreja de hoje. Por séculos a igreja se desviou da verdade e, nestes últimos anos vem se acelerando a restauração da verdade produzindo uma igreja santa, pura e sem mácula. A igreja que Jesus virá buscar.
A teologia, a forma de culto os métodos usados e a própria estrutura da igreja devem ser instrumentos que ajudem a atingir o propósito de Deus. Eles não são o “fim”, mas o "meio". O que importa realmente é a mudança na vida daqueles que buscam a Deus o seu propósito.
Nossa alegria não é ter uma teologia correta ou métodos eficazes, mas sim ver homens e mulheres cheios do Espírito Santo, submissos, consagrados ao Senhor, generosos, humildes, santos; ver famílias em harmonia, paz, amor, sujeição, respeito, carinho; ver crescer um povo de Deus que canta, louva, ora, jejua, serve, testifica, ama, perdoa, cresce, multiplica-se e se parece com Jesus.
Muitas mudanças têm ocorrido nestes últimos anos no que se refere à forma Tradicional Evangélica de crer, cultuar, trabalhar e viver. Existe um grande contraste entre Tradição (conceitos abraçados pela igreja que são subtrações, distorções e invenções humanas) e a Verdade Revelada que é pura e simples.
Vamos; tratar aqui dos aspectos mais importantes em quatro partes:
1ª Parte:     Evangelho Do Reino
2ª Parte:     Propósito Eterno De Deus;
3ª Parte:     Batismo, Confissão De Pecados, Dons Espirituais Doutrina, Ceia Do Senhor;
4ª Parte:     Igreja, Ministério, Pastoreio, Edificação, Unidade.


1ª Parte:          Evangelho do Reino
A Tradição
A Revelação
1.         Evangelho das Ofertas:
C. A pregação de todas as promessas e bênçãos de Deus sem as demandas (as exigências e condições) do reino colocadas por Jesus, o 5º Evangelho segundo os santos evangelhos, ou seja somente os textos sublinhados. Ex.:
      Lc 12.32 ð promessa
      Lc 12.33 ð demanda
      Mt 11.28 ð promessa
      Mt 11.29 ð demanda
2.         Evangelho do Reino:
C. Existem promessas, mas também existem condições, exigências. Crer sem obedecer é ter uma fé morta, inoperante: vinde a mim não tem valor sem tomai o meu jugo. Ex.:
      Mt 4.23
      Mt 9.35
      Lc 14.33 (ver o jovem rico)
      At 28.31
      Mc 8.34-36
D. O homem e a felicidade do homem é o centro da mensagem. O evangelho das ofertas impõe condições à Deus para o servi-lo.
D. Jesus, sua vontade, sua autoridade e seu reino é o centro da mensagem. O homem deve buscar a Deus e sua vontade. A felicidade é um subproduto (uma conseqüência) Rm 12.1-2.
“O desejo egoístico de felicidade é tão pecaminoso como qualquer outro desejo egoísta. Sua raiz está na carne, que jamais pode ter crédito diante de Deus.
“As pessoas estão cada vez mais desculpando toda sorte de pecados baseadas em que estão “apenas procurando um pouco de felicidade".
“Quase todos os livros e filmes populares presumem que a felicidade pessoal é o legítimo fim da dramática luta humana.
“Também se sente o efeito deste pensamento no meio do povo de Deus. Com demasiada freqüência o evangelho é apresentado como um meio para a felicidade, para paz mental ou para a segurança. Existe até os que usam a bíblia para “relaxar”, como se ela fosse um entorpecente.
“Até que ponto isto tudo está errado, descobriremos facilmente com a leitura completa do novo testamento. Ali a ênfase não é a felicidade, mas a santidade. Deus está mais interessado no estado do coração do homem do que no estado dos seus sentimentos. É claro que a vontade de Deus dá felicidade final aos que lhe obedecem, mas a questão mais importante não é o quanto somos felizes, mas o quanto santos somos.
“Infantil clamor por felicidade, pode se tornar uma verdadeira armadilha. Uma pessoa pode enganar-se facilmente cultivando certa alegria religiosa, sem uma vida reta correspondente. Ninguém deve desejar ser feliz, se não desejar ao mesmo tempo ser santo. Deve gastar os seus esforços procurando conhecer e fazer a vontade de Deus, deixando com Cristo a questão de quanto feliz será”[1].
A Tradição
A Revelação
C. Deus não é Senhor é um servo a serviço do homem.
C. Deus é Senhor e nós somos os servos.
D. Condição para ser salvo: aceitar a Jesus Cristo como o seu salvador.
D. Condição para sermos salvo: submeter ao senhorio de Cristo. Hb. 5.9 ; At. 2.38 ; Mt. 7.21-23.
E. Conversão sem compromisso.
E. Conversão com as condições para ser um discípulo. Lc. 14.26,27.
F.   Consagração (dedicação total da vida a Deus) é um passo opcional e progressivo depois da conversão.
F.   Consagração é conversão, conversão é consagração Lc 9.57-62
G. O Reino é no futuro, na 2º vinda de Cristo.
G. O Reino é presente e futuro. Cl 1.13.
H. O reino é no céu.
H. O reino é o governo de Deus em nossas vidas: Aqui e Agora Mt 6.10
2ª Parte:           
A Tradição
A Revelação
1.         Batismo:
Não passa de um símbolo. Não é necessário para a salvação, nem para perdão dos pecados. É um passo de obediência, um testemunho público da fé.
2.         Batismo:
É a realidade na nossa vida. É o ato pelo qual, pela fé, somos colocados em Cristo Jesus. Nesse momento opera-se a salvação e o perdão 3).dos pecados (At 2.38; Mc 16.16; Cl 2.12,1
3.         Confissão De Pecados:
Deve-se confessar os pecados somente a Deus.
4.         Confissão De Pecados:
É o "Andar na Luz" (1Jo 1.7-9) e há mandamento específico para se confessar os pecados uns aos outros (Tg 5.16).
5.         Dons Espirituais
C. Grupo Tradicional: Os dons e carismas sobrenaturais terminaram no tempo dos apóstolos.
6.         Dons Espirituais
C. Grupo Tradicional: Os dons são complementos da Palavra. A Palavra de Deus é absoluta e inquestionável.
D. Grupo Pentecostal: aceitam, porém têm conceitos místicos:
D. Grupo Pentecostal:
a)   Substituem a palavra pelo dom. Ex : aceitam mais a profecia do que a palavra revelada.
a)   Os dons devem ser julgados (1Co 14.29; 1Ts 5.20,21).
b)   O dom é prova de espiritualidade, está acima da santidade.
b)   Pode-se ter muitos dons e ser carnal (Mt 7.21,22; 1Co 3.1; 1Co 13.1-13).
c)   O dom substitui as autoridades delegadas na igreja.
c)   Deus não governa através da manifestação dos dons, mas sim pelos ministérios e autoridades delegadas 1Co 12.28).
d)   Os dons são usados como atrativo para os incrédulos.
d)   Jesus não usava os dons como atrativo. Ele pedia que não contassem a ninguém. Da multidão que foi curada por Jesus só sobrou 120 pessoas.
7.         Ceia Do Senhor:
O pão e o vinho são meros símbolos recordatórios da morte do Senhor (esta postura foi uma reação anti-católica).
8.         Ceia Do Senhor:
O sinal exterior (pão vinho) quando recebidos pela fé tornam-se realidades na nossa vida (Jo 6.53-57).
9.         Doutrina:
São conceitos sobre Deus, Jesus, Espírito Santo, Bíblia. Ex.: doutrina do homem, doutrina de Deus.
10.     Doutrina:
São orientações práticas para a vida diária de um discípulo(Tt 2.1; Mt 7.28,29).
3ª Parte:           
A Tradição
A Revelação
1.         Igreja:
É a denominação sectária e o local de reuniões: - “Minha igreja…”, “Vou à igreja…”
2.         Igreja:
Ef 1.22-23 A igreja é o corpo vivo de Cristo é uma só. A igreja da localidade é formada por todos aqueles que são submissos ao Senhor.
3.         Ministério:
É o serviço de alguns especialistas muito bem preparados em seminários.
4.         Ministério:
Todos os santos são sacerdotes. Todos têm ministério na casa do Senhor (1Pe 2.9; Ef 4:12).
5.         Pastoreio:
Pastor solitário e um “faz-tudo”.
6.         Pastoreio:
Um corpo de presbíteros (At 20.17; Tt 1.5; At 13.1).
7.         Edificação:
      em grandes reuniões e nos templos;
      pulpitocentrismo;
      sermões elaborados;
      reunionismo.
8.         Edificação:
      Nas casas (Rm 6.10-11, 4-15; At 20. 20; 1Co 16.15,19; Fp 4.22; Cl 4.15).
      Nos relacionamentos das juntas e ligamentos (Ef 4.15-16).
9.         Unidade:
      Mística
      Invisível
      Universal
10.     Unidade: (Jo 17.21)
      Prática
      Visível
      Na localidade.
Conclusão:
Todos os bons movimentos de Renovação ou restauração originaram de uma volta a um ponto comum: a igreja primitiva, os ensinos de Cristo e dos Apóstolos.
O problema se origina quando um desses movimentos, depois de uma trajetória, não segue buscando a origem do cristianismo para sua orientação futura, mas sim a sua origem particular. A maioria das denominações ficam mais fieis à sua doutrina denominacional do que a doutrina apostólica.
Para não cair no “sectarismo”, devemos recorrer permanentemente à nossa origem: Cristo e os Apóstolos. Não devemos ser fiés a restauração, mas ao Senhor Jesus.


[1]A.W. Tozer, De Deus e o Homem, Editora Mundo Cristão, 1981

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