VENDO PARA IMITAR, OUVINDO PARA PRATICAR E PERGUNTANDO PARA VIVER
INTRODUÇÃO: Temos aprendido que os discípulos de Jesus aprendem vendo, ouvindo e perguntando. Os discípulos que andaram com Cristo aprenderam desta forma.
Se os discípulos de Cristo aprenderam desta forma porque existem discípulos na Igreja que vêem, ouvem e perguntam e ainda assim não aprendem?
A resposta é simples: muitos vêem, ouvem e perguntam com motivações erradas, logo podem existir discípulos na Igreja que ainda assim não aprendem.
01. VENDO PARA IMITAR
Os discípulos viram Jesus fazendo tudo o que era necessário para agradar ao Pai e aprenderam tudo porque eles estavam vendo para imitar e fazendo igual.
Muitos discípulos hoje vêem coisas tremendas na vida de seus discipuladores, mas não tem esta motivação. Existem alguns que estão de olho nos 10% de furos na vida dos discipuladores, ou seja, estão vendo, mas não para imitar. Estão de olho nos problemas em busca de uma Autodefesa, justificativa para os seus próprios furos afim de não serem tratados. Estes demoram muito a aprenderem.
Logo poderemos nos perguntar: “Porque os discípulos fazem coisas erradas que eu não as faço?” Certamente estes não estão vendo para imitar.
Em Jo 1.39... Nós vemos Jesus convidando os seus discípulos para olharem a Ele, “vem e vede...”.
Em I Cor 4.16... Nós vemos Paulo convidando a Igreja que todos sejam seus imitadores: “Sede meus imitadores...”. Vemos este conceito em todo o N. Testamento.
Em 1 Cor 11.1... “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo...”.
Em Fp 3.17... “Sede meus imitadores e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós...”.
Em Fp 4.9... “O que aprendestes, recebestes, ouvistes e vistes em mim isto praticai...”.
Em 1 Ts 1.6... “Vos tornastes imitadores nossos e do Senhor...”.
Em 1 Ts 2.14... “Vos tornastes imitadores da Igreja de Deus...”.
Em 2 Ts 3.9... “exemplo em nós mesmos para nos imitardes...”.
Em Hb 6.12... “não vos torneis indolentes, mas imitadores...”.
Deus deseja que os discípulos de Jesus se esvaziem de qualquer barreira e aprendam a ver para imitar. Não é uma questão de falta de personalidade, mas sim de disposição para imitar na vida do meu discipulador a virtude da vida de Cristo.
Algumas áreas para imitar: Vida com Deus, vida conjugal, cuidados dos filhos, organização pessoal, como discipulador, como obreiro.
Como você vê o seu discipulador? Vê para se defender? Para se justificar? Ou vê para fazer igual, para imitar?
No caso das debilidades, jogue fora os 10% e fique com os 90%, para imitá-lo. Ore pelo seu discipulador, agradeça a Deus pela sua vida e imite-o.
02. OUVINDO PARA PRATICAR
Os discípulos de Jesus ouviram todo o conselho de Deus que Ele ensinou de forma tão repetitiva.
Não temos feito o mesmo com os nossos discípulos? Porque então não aprendem? Talvez porque estejam ouvindo com a motivação errada, ou estão ouvindo por educação e respeito humano (isso é mau), ou para ficarem cheios de conhecimento.
Temos discípulos cheios de conhecimento, mas sem prática (fundamento)?
Como você ouve o teu discipulador? Para saber ou para guardar?
Em Tg 1.22... “Tonai-vos, pois, praticantes (c/ fundamento) da palavra e não somente ouvintes...” (sem fundamento).
Em Tg 1.25... “Não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante...”.
Em Ap 1.3... “Bem-aventurados os que ouvem e guardam as palavras da profecia...”.
Em Ap 2.7,11, 17,29... “Quem tem ouvido ouça o que o Espírito diz as Igrejas...”.
Temos praticado tudo o que ouvimos dos nossos discipuladores?
03. PERGUNTANDO PARA VIVER
Os discípulos de Jesus perguntavam muitas coisas em várias ocasiões, sendo que as suas perguntas estavam relacionadas com as suas vidas.Perguntavam para viver e não para saciarem apenas as suas curiosidades, ou para terem mais conhecimento.
Em Mt 18.21... “Pedro pergunta: Senhor até quantas vezes o meu irmão pecará contra mim para que eu o perdoe? Até sete vezes?”. Será que a pergunta foi apenas para ter conhecimento? Vemos ou não resultado prático na vida de Pedro?
Em Lc 11.1... “Ensina-nos a orar?” Não é apenas uma pergunta, mas demonstra que estão interessados em vivê-la.
Qual a motivação das tuas perguntas ao teu discipulador? Curiosidade, ou disposição para viver? (lembre-se que os fariseus e saduceus perguntavam muito).
CONCLUSÃO: Os discípulos só aprendem se houver esta motivação e disposição em seus corações: VENDO PARA IMITAR, OUVINDO PARA PRATICAR E PERGUNTANDO PARA VIVER.
Ps. Existem discípulos que depois de algum tempo, quando acham que já sabem muito, começam a relaxar no seu aprendizado:
Em Pv 3.7... “Não sejas sábio aos teus próprios olhos...”.
Em Pv 8.33... “Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis...”.
Em Pv 12.15... “O sábio dá ouvido aos conselhos...”.
Em Pv 13.10... “Como os que se aconselham, se acha sabedoria...”.
Em Pv 26.12... “Tens visto a um homem sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele...”.
Vejamos o mau exemplo de Saul. I Sm 15.1-31
O Senhor nos livre de andar em nossos próprios caminhos, mas que aumente nossa fé para crermos em seus princípios e andarmos segundo sua vontade.