Frieza Espiritual

Por
Mauricio Ribeiro Araujo
Por estes dias tivemos uma reunião de discipuladores e uma de lideres que me preocupou bastante. Ouvi declarações que me assustaram, pois estávamos ali em meio a irmãos que cuidam da vida de outros irmãos e até mesmo de grupos caseiros.
No outro dia pela manhã, o Senhor começou a me falar sobre aquilo, e me levou a uma palavra que devemos meditar e ter uma mudança de atitude.
Ele me falou de quatro coisas.
Altivez
Orgulho
Soberba.
Obstinação
Eu lembro que antes nós vivíamos a vida da igreja com simplicidade, estávamos como crianças aprendendo e recebendo revelações que nos entusiasmavam, vivendo realmente uma vida que condizia com aquilo que estávamos aprendendo.
Hoje sabemos muitas coisas, nos tornamos mestres do que estávamos aprendendo, e aos poucos fomos nos distanciando do entusiasmo, da simplicidade nos distanciando dos relacionamentos que nos faziam uma família de fato, e conseqüentemente nos distanciando do PAI.
Temos que ser realmente sábios, termos entendimento realmente, sermos mestres, mas na sujeição, na dependência, temos que ser como meninos, como crianças (coração).

Exe: Criança e os pais.
Temos que vivier uma vida de alegria, de novidades pela fé, mas hoje temos vivido mecanicamente de acordo com nossa sabedoria, nosso entendimento, como uma engrenagem, pois nos sujeitamos ao reino, vivemos no reino, mas será que vivemos pelo reino?

Apocalipse - 3 - 14 : 22
Introdução

Há uma parábola de uma estação de salvamento numa pequena costa marítima da Inglaterra, onde freqüentemente havia barcos naufragados.

A estação era apenas uma pequena e velha casa de madeira, com apenas um bote, alguns marinheiros experimentados, que vigiavam dia e noite as águas daquela costa à procura de sobreviventes. Abnegados, aqueles salva-vidas jamais pensavam em si mesmos quando saíam em missão de salvamento.

Com o passar do tempo, pessoas que haviam sido resgatadas pelos marinheiros da estação, em gratidão, resolveram criar uma associação de apoio ao posto de salvamento. Todos da cidade gostaram da idéia.

Com o dinheiro levantado pela associação, eles compraram novos barcos, contrataram novos marujos, e assim a estação de salvamento ficou melhor aparelhada. Logo alguns sócios disseram: - os barcos são novos, mas a estação é apenas uma casa caindo aos pedaços. Imediatamente um novo projeto foi feito e dali a semanas um amplo e confortável centro de convivência foi edificado no lugar da velha estação. Logo as velhas macas de atendimento foram substituídas por sofás macios, mobília sofisticada, ar refrigerado, música ambiente. O lugar ficou tão agradável, que os antigos guarda-vidas já não se interessavam em salvar pessoas no mar. Então terceirizaram o salvamento.

Certo dia houve um grande naufrágio na região. Os guarda-vidas de plantão foram com seus barcos novos e trouxeram dezenas de pessoas para a estação: elas chegaram encharcadas, doentes, maltrapilhas e simplesmente fizeram do centro de convivência uma grande bagunça.

Logo a diretoria da estação se reuniu e resolveu construir um vestiário com duchas para lavar os náufragos antes que eles entrassem na estação.

Na assembléia seguinte, alguns membros da associação sugeriram que o setor de operação de salvamento saísse do centro de convivência para evitar depredações. Criou-se a polêmica: os velhos marinheiros levantaram-se dizendo que salvar vidas era a missão prioritária daquela estação. Houve uma acalorada discussão, mas os velhos marinheiros foram voto vencido. Decidiu-se que os que quisessem salvar náufragos, que fizessem uma estação em outro lugar.

Então, alguns quilômetros dali uma nova estação de salvamento foi erguida. Com o tempo ela se tornou também um clube como a sua antecessora. Houve discussão e mais uma estação de salvamento foi levantada. E hoje, há dezenas de clubes de marinheiros naquela encosta. Ainda há naufrágios naquela área, mas a maioria dos tripulantes e passageiros morrem por falta de barcos de salvamento.

A Igreja é uma agencia do reino especializada e aparelhada para salvar e transformar vidas.

Entretanto, facilmente ela pode se transformar em um clube de guarda-vidas. A igreja em Laodicéia é um desses casos.

Laodicéia, era uma pequena cidade situada no vale de Licos, na província de Frigia. Foi fundada pelo Imperador Antiochus II da Síria, no 3º século AC., em homenagem à sua esposa Laodicéia. Seus habitantes eram sírios e judeus que vieram do exílio babilônico. Mais tarde, em 190 AC., a cidade ficou no meio de grandes rotas comerciais do oriente, e com isso enriqueceu muito.

Laodicéia era famosa por 3 atividades essenciais: confecção de roupas de lã negra, fortíssimo centro bancário por causa do ouro que ali circulava (troca de moeda) e por uma escola de medicina que fabricava um raro colírio para cura dos olhos.

Possivelmente o evangelho foi levado à Laodicéia por Timóteo, João Marcos e Epafras, a quem o Apóstolo Paulo menciona como missionário aos Colossenses.

Jesus escreveu essa carta para ajudar aquela igreja a recuperar a sua vocação adoradora e missionária.

Qual era o problema da igreja em Laodicéia? Jesus dá o diagnóstico:

Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca;

Essa é uma figura muito forte. Na verdade é a única vez na bíblia toda que alguém é capaz de provocar náuseas em Deus, a ponto de ser vomitado.

Na verdade, isso é uma parábola dentro da parábola. Para entender Jesus é preciso conhecer um pequeno detalhe sobre a cidade de Laodicéia. Porque esta expressão falaria tão alto a igreja de Laudicéia.

Apesar de usa notável riqueza em ouro, indústria têxtil e medicina, a cidade padecia de uma sistemática ausência de fontes de água natural.

Laodicéia era um verdadeiro deserto. A água precisava ser importada. De onde?

Laodicéia estava no meio de duas cidades especializadas no ramo de água. Hierápolis, há poucos quilômetros dali, era um verdadeiro ‘spa’ antigo, com suas fontes de água quente, usadas para o tratamento de varias doenças.

Do lado oposto, estava Colosso, uma pequena cidade cercada de fontes de água mineral fresca. Dessas duas cidades, vinha a água para Laodicéia. Como? Através de pequenos canos de barro. Mas, veja a sina de Laodicéia: a água quente que vinha de Hierápolis, chegava morna em Laodicéia, e a água fresca de Colosso, esquentava no calor do sol e chegava também morna em Laodicéia.

É exatamente a esse fato que Jesus se refere na sua carta. Os habitantes sabiam exatamente o que Jesus queria dizer com esta parábola.

A igreja havia se tornado tão inútil, que Jesus estava quase a ponto de vomitá-la da sua boca.

Mas na prática como é que isso acontece? (Ilustração das 4 cadeiras)
Essas 4 cadeiras representam 4 tipos de pessoas.

Na 1ª cadeira, temos uma pessoa que não conhece a Deus e não tem qualquer interesse em conhecê-lo. Vamos chamar essa pessoa de – o perdido.

Na 2ª cadeira, está uma pessoa que não tem qualquer interesse em conhecer a Deus, mas os pais dela vão ao encontro, seus amigos freqüentam os encontros da igreja. Por tradição religiosa, ou por envolvimento em alguma atividade da igreja, essa pessoa acaba chegando lá no meio, como se fosse um discipulo, mas não é.

o conhecido ‘amigo do evangelho’. Ele vai aos encontros, ouve a mensagem, é amigo do pastor, faz uma oferta aqui e ali, vem num mutirão, vai a um café da igreja, mas nada de compromisso sério com Cristo, sua vida é tão velha e ímpia quanto antes.
Na 3ª cadeira, esta o discípulo que vai aos encontros, mas não busca carga, não busca a Deus, está envolvido com sua vida e embaraçado com as coisas deste mundo.

Na 4ª cadeira, há uma pessoa um discípulo que leva Deus a sério em sua vida. Ela ama a Deus, testemunha de Cristo, busca a Deus profundamente, sua vida é transformada.

Nas duas cadeiras do meio, estão sentados aqueles que têm oportunidade de conhecer a Deus, mas não querem. Então Jesus os qualifica de mornos – eles tem, mas não querem.

Aquele que está na 1ª cadeira é frio. Mas ele sabe disso, não disfarça, pelo menos é honesto.

Aquele que está na 4ª cadeira é louco por Jesus e não esconde isso.

O da 4ª cadeira, não somente ama a Deus, mas ama profundamente o perdido que está na primeira cadeira, e vive chamando para vir sentar-se na 4ª cadeira.

Os do meio, são mornos e tentam esconder isso. Por isso Jesus disse: eu preferia que vocês fossem frios ou quentes. Por que Jesus prefere que alguém seja mais frio do que morno?

Porque com o ‘frio’ Ele pode fazer alguma coisa. O perdido sabe que está perdido. Então, quando lhe é revelado o amor de Deus, ele se joga nos braços de Cristo.

Mas o que realmente significa mornidão ao espiritual?
E é sobre isto que estamos falando hoje.

Mornidão espiritual é uma crônica indiferença para com as realidades espirituais.

Mornidão espiritual é um crônico desinteresse para com qualquer reunião de oração, grupo caseiro, leitura da bíblia, ou para com a vida em comunhão.

Qualquer um de nós pode ser atingido pela mornidão espiritual.

Não é que a pessoa abandonou a fé. Não.

Na aparência é como ela estivesse bem; ela sabe que não está bem, mas esconde isso de todo mundo, e tenta enganar até a si mesmo. Até ficar com a mente cauterizada e achar que realmente do jeito que ela está ela está muito bem.

Mas alguns sinais aparecem e você sabe que a mornidão atacou uma pessoa.

1º Sinal: as coisas de Deus – a obra de Deus, devocional, são feitos na medida da conveniência. É quando é possível, quando não atrapalha, quando tudo já estiver terminado, quando não houver mais nada pra fazer, e ainda resta alguma vontade. Não é a prioridade, não é a primícia.

2º Sinal: a participação dessa pessoa morna é mínima nas atividades da igreja. E quando ela vem, o alimento espiritual lhe parece não apetitoso. Ela nunca tem para dar. Então aquela vinda às reuniões se torna o prato da crítica, da murmuração, da insubmissão o resto da semana.

3º Sinal: a falta de emoção para com Deus começa a refletir-se no seu relacionamento com as outras pessoas. A intolerância, a falta de perdão, a impaciência, a crítica injusta, a rebeldia, a arrogância, o egoísmo passam a dominar as atitudes dessa pessoa atacada pela mornidão espiritual.

Mas espere um momento. O discípulo morno não é morno pra tudo.

Ele não é morno para o seu trabalho;

Ele não é morno para o seu divertimento;

Ele não é morno para o seu time de futebol;

Ele não é morno para o seu ídolo musical;

Ele não é morno para a Internet;

Ele não é morno para a academia;

Ele não é morno para o futebol no final de semana;

Ele não é morno para as suas paixões mundanas;

A mornidão ataca apenas uma área da sua vida – sua vida espiritual.

Mas alguém pode dizer: sou morno mesmo, e daí? Ninguém tem nada com isso. Eu nasci assim, eu cresci, vou ser sempre assim! Mas eu quero o Senhor.

Aí é que está o problema – é que uma hora Deus se cansa dessa náusea diante dEle e literalmente vomita o discípulo morno.

É por isso que alguns discípulos desaparecem subitamente, e prematuramente.

Leve a sério a mornidão espiritual.

Mas agora, alguém pode perguntar: como é que um discípulo, e mesmo uma igreja inteira pode ser acometida de mornidão espiritual?

Bem tudo começa com um equivocado sistema de medição.

Eles confundiam sucesso material, intelectual (altivez, orgulho, soberba e obstinação) com maturidade espiritual. Embaraçam-se na vida tornando-se pressas do sistema, não vivem com o que ganham, querem sempre mais, se matam de trabalhar para conseguir isto e depois manter o que conseguiram, se dedicam as suas coisas e prazeres de forma excessiva.

Jesus disse como isso ocorria: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma...”

É isso. Jesus, na parábola do semeador disse:

As sementes que caíram no meio dos espinhos são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida aumentam e sufocam essas pessoas. Por isso os frutos que elas produzem nunca amadurecem. Lc 8:14

Sabe qual é o princípio da passagem? Riqueza, felicidade, bens materiais, divertimento, jamais facilitou o crescimento espiritual do discípulo. Jamais.
Não estou falando que não podemos ser felizes, possuir as coisas, estou falando que se estas coisas tomam o nosso coração, nossa felicidade independe de Deus, ai sim.

Quanto mais você tiver, mais difícil será a sua entrada no reino de Deus. Pois você vai colocando ali seu tempo e seu coração. As vezes as posses, as vezes os títulos etc.

Quanto mais fácil for a sua vida material, mais difícil será o seu caminho para o centro da vontade de Deus.

Quanto mais diversão você tiver acesso, quanto mais lazer você puder ter à sua disposição, mais difícil será desenvolver a sua salvação.

É por isso que você vai encontrar poucos, pouquíssimos ricos no céu.

Os poucos que lá chegarem poderão lhe dizer:

“- olha irmão, foi uma luta terrível, eu tive que entregar minhas propriedades inúmeras vezes no altar do Senhor. Quando eu dava conta, elas me dominavam.”

Quer fazer um teste? Faça isso em três áreas:

1. Na auto-dependência: será que você já chegou ao um ponto, de estar tão bem de vida, que começa a pensar: Mas isto é fruto do meu desempenho, eu lutei me dediquei muito. Ou -Deus – tudo bem, mas eu não vou virar fanático, todo mundo precisa, mas eu não estou no desespero não!

2. No reconhecimento: será que você já chegou ao um ponto, de estar tão bem de vida, que começa a esquecer de agradecer a verdadeira fonte de todas as suas aquisições? Minha contribuição está muita. Etc.

3. Nas prioridades: será que você já chegou ao um ponto, de estar tão bem de vida, que já se tornou um escravo das suas próprias coisas, e a sua adoração tem que esperar até que você termine toda a sua obra? Se der tempo.

Jesus foi muito honesto com a igreja de Laodicéia:

Vocês dizem: ‘Somos ricos, estamos bem de vida e temos tudo o que precisamos. ’ Mas não sabem que são miseráveis, infelizes, pobres, nus e cegos.

Você consegue imaginar uma pessoa nessas condições? Pode imaginar o retrato de uma igreja nessas condições?

Mas era assim que eles eram vistos aos olhos de Jesus.

Mas agora, vamos às boas notícias.

A primeira é que Jesus usou um ‘anjo’, um mensageiro de boas noticias.

Antes de Laodicéia encontrar o Juiz de toda a terra, ela encontrou o mensageiro de Cristo.

Deus sempre está disposto a mandar um mensageiro na frente do juízo.

Se alguém ouvir o mensageiro, não precisará enfrentar o juízo.

Eu estou lhe dizendo a verdade – obedeça à mensagem, valorize o mensageiro. Eles são beneficio para a sua vida.

Quais são as boas notícias? São estas: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo.”

Qual é o verbo que parece não combinar aqui? É isso mesmo, amar.

Deus ama os mornos espirituais. O que? É, ama mesmo. Não qualquer morno. Mas aqueles a quem Jesus repreende e disciplina.

Então se você tiver de ser um morno, fique no time dos mornos disciplinados.

O que é preciso fazer para ser um morno amado por Deus?

Jesus diz: Sê, pois, zeloso e arrepende-te.

Há duas atitudes que Deus espera do morno espiritual:

1ª atitude: livre-se da tolerância, da complacência para com o pecado da indiferença. Observe que estou usando a palavra - pecado para indiferença. Para ser curado você precisa antes de tudo ver isso como uma transgressão da Lei de Deus. Jesus disse que o grande mandamento é: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.

Não amar é transgredir. Transgredir é pecar. Sem confissão de pecados, não há cura.

Olha, se você está cansado de ser morno, se você está sentido que o deserto está lhe sufocando, então venha a Cristo e diga:

- Ó Senhor, tu amaste a igreja de Laodicéia, então ajuda-me também!

2ª atitude: arrependa-se. Agora, há dois tipos de arrependimento: um, é aquele que a pessoa, chora, grita, arranca os cabelos e diz – ai meu Deus, tem piedade de mim, e, dali a algumas horas, o choro passa e a pessoa continua a mesma coisa. Isto é remorso.

O verdadeiro arrependimento não medido pelos rios de lagrimas derramadas, mas pela mudança da direção dos passos. É metanoia, mudança de mente, mudança de atitude.

Mas o arrependimento tem altas vantagens. Quando você se arrepende, Jesus abre a mala dEle:

Portanto, aconselho que comprem de mim ouro puro para que sejam, de fato, ricos. E comprem roupas brancas para se vestir e cobrir a sua nudez vergonhosa. Comprem também colírio para os olhos a fim de que possam ver. (v. 18)

O verdadeiro ouro é o relacionamento com Deus – entre Pai e filho.
Que ouro estamos dando valor? Qual ouro possui nosso coração? Onde esta teu tesouro ai está o teu coração.
O que tem sido seu tesouro? Sua casa, seu trabalho, seus sonhos, seus ideais, sua empresa. Você tem vivido e morrido em prol destas coisas e não pelo reino de Deus. Em que você tem se gastado e se deixado gastar? O que tem sido nossa obstinação?
Você é obstinado em buscar a Deus ou nos seus próprios interesses.

A verdadeira roupa é a justiça de Cristo que nos cobre de toda a injustiça.
Nosso orgulho, nossa justiça própria, eu sou muito bom, não preciso mudar em nada. Sou bem esclarecido.

A verdadeira medicina para os olhos é o discernimento espiritual para julgar todas as coisas como elas de fato são.
Com o tempo nossa visão fica suja, embaçada pelos cuidados deste mundo, tudo que vemos, (televisão, internet).
E muitos de nós vai por um caminho de independência intelectual, pois achamos que já sabemos fazer tão bem a obra, que começamos a andar por nossas próprias idéias, nossos conceitos, o orgulho e soberba toma conta de nosso coração, e fazemos a obra mecanicamente, com nossas regras. Temos que entender isto, pois a igreja não pode ser guiada por homens, por mentes humanas. Nós do presbitério não podemos ficar inventando coisas por nós mesmos, mas buscar a orientação do Senhor e da palavra. E quando trazemos para igreja a igreja entender que aquilo é fruto de oração e descansar.
Ex Jesus.
João 9
6 Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego.
7 E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo.

Mas a grande noticia é essa – Cristo reserva grandes surpresas para os arrependidos:

“Escutem! Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos.

Aos que conseguirem a vitória eu darei o direito de se sentarem ao lado do meu trono, assim como eu consegui a vitória e agora estou sentado ao lado do trono do meu Pai.

Quero lhes falar de uma pintura mundialmente famosa. Ela é chamada de “A Luz do Mundo”, foi pintada por William Holman Hunt, pintor inglês da era vitoriana, no final do século 19.

Essa pintura foi inspirada na carta de Cristo à Laodicéia. Nela, Jesus é mostrado segurando uma lanterna no meio da noite, à frente de uma porta.

Mas há detalhes muito curiosos na pintura.

Primeiro, e mais intrigante, é que a porta não tem maçaneta do lado de fora, portanto, somente pode ser aberta pela pessoa de dentro da casa. Para entrar, é preciso ser convidado.

Segundo, a porta foi propositalmente pintada com parafusos e dobradiças totalmente enferrujadas, porque o autor queria mostrar que nunca havia sido usada antes.

Terceiro, há um jardim literalmente tomado pelo mato, e o mato subindo na porta mostrando que a porta está fechada não era usada e mostrando nunca ter sido cuidado. Há um fruto caído bem aos pés de Jesus, fruto que poderia ter sido colhido, mas jamais foi aproveitado porque ninguém o colheu no momento certo.

Por se tratar de uma pintura, sempre que voltamos a ela vemos Jesus com a luz acesa, batendo à porta, sempre esperando, sempre insistindo.

Suponha que Jesus estivesse à porta da sua vida e perguntasse:

Queres ser curado dessa mornidão espiritual? Abre a porta, deixa-me entrar, eu te alimentarei e saciarei a tua fome, a tua sede de Deus.

Quer saber o final da história?

Aquela carta mudou a vida daquela igreja. Laodicéia arrependeu-se e tornou-se uma das mais influentes igrejas da antiguidade. Prova disso é que, cerca 100 anos depois dessa carta, Sagaris, um dos bispos da igreja de Laodicéia foi torturado e morto por sua fé em Cristo.

Graças a Deus, Laodicéia arrependeu-se a tempo de não se tornar um clube de ex-testemunhas do evangelho, de adoradores aposentados de Cristo.

Como será que Deus nos vê?

Quando dizemos que a nossa missão é transformar vidas pela oração, pela proclamação, e ficamos totalmente parados cuidando de nós mesmos somente.
Quando dizemos assumimos o nosso compromisso diante de Deus de sustentar a obra de Deus com o nossa contribuição e nossa oferta, e muitas vezes desviamos esse dinheiro para nossas próprias coisas, não é o zelo de Deus que provocamos?

Quero solenemente advertir a todos nós, que nós não estamos num parque de diversão evangélico. Estamos no meio de uma batalha. Não estamos dando voltas subindo e descendo em cavalos de madeira num carrossel de circo de periferia. Estamos lutando pela salvação de nossas almas e pela salvação dos perdidos.

Atos 14:22 fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.

A ordem do dia é vir a Cristo, arrependidos de toda a indiferença, de toda frieza nas coisas espirituais, pedindo ouro, linho fino, colírio para os olhos da fé.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Postado em
Enviado por Mauricio em 18 agosto, 2008 - 15:30.

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