Sobre a carta aos Gálatas
Por Flávio Medeiros
Poucas vezes na Bíblia Paulo reinvidica sua autoridade. Quando o faz é pela necessidade de algumas situação. Essa é uma delas – os irmãos precisavam saber quem ele era, conhecer sua história
Há algumas situações nas quais não dá pra fazer “acordo” de unidade (no sentido de ceder): Cap. 2:5 e 2:14
A religião sempre perseguiu a Igreja
Situações na história de Israel de Deus condenando o ritualismo vazio
Os diversos conflitos de Jesus com os fariseus
A situação dos Gálatas e outras
A primeira coisa que Deus restaurou foi a salvação pela graça, por meio de Lutero
Qual a nossa realidade hoje? Será que são só os adventistas que precisam mudar?
Se fosse para escolher alguma coisa para viver pelo meu esforço próprio, eu preferiria a lei, pois o padrão que Jesus coloca é muito maior. O problema é que muitos de nós estão fazendo um esforço tremendo, que inclui oração, leitura da palavra e jejum, para ter mais força para viver o evangelho. Isso é obra da carne, é religião
Cristo viver em mim é um fato, não resultado do meu esforço 2:20
Se não tomarmos cuidado, iremos anular a graça de Deus, como Paulo fala no 2:21
O risco que todos nós vivemos: 3:3; Não são as obras de esforço próprio, é a fé
A salvação não vem pelo esforço. A lei veio para que não houvesse nenhuma expectativa de ganharmos algo de Deus pelo nosso esforço 3: 21,22
Nossa nova identidade: 3:26-29
O risco: 4:10-11 (não é a questão dos dias, e sim o que eles representam)
A luta é constante: 4:29
Aqui circuncisão representa o esforço humano, uma obra humana que faria com que Deus nos visse de forma diferente 5: 3-6
A justiça de Deus em nós vem pela fé
A prova de que o Espírito de Deus está em nós é o amor, não a observância de regras: 5:13-15
Viver pelo Espírito não é viver uma vida perfeita, é viver sabendo que a minha fonte de vida, de justiça, é o Senhor em mim, não o meu esforço para agradá-lo.
É nesse contexto que eu preciso entender o 5:16-25
Eu vou orientar as moças a que se vistam com decência não por causa do que os outros vão pensar, mas para que ela não leve os irmãos a pecar. Eu vou tratar com o orgulho do meu irmão porque sendo orgulhoso ele não vai conseguir exercer a misericórdia. O marido vai tratar a esposa com mansidão, dar tempo para ouvi-la não pra ganhar mais sexo, mais porque assim ela fará o bem pra ela.
Todo o relacionamento de Deus conosco é baseado no amor, porque os nosso relacionamentos uns com os outros teriam bases diferentes?
Duas observações
1. A resistência a essa palavra vem do fato de que queremos ter algo para mostrar pra Deus, para os outros ou até para nós mesmos: eu fiz, eu realizei, eu consegui.
2. Se Deus não precisou da minha oração e do meu jejum para criar o mundo, expulsar o Diabo do paraíso, etc. porque ele precisaria deles hoje? Eu entendo que esses são instrumentos para que o Espírito opere em mim (e o Senhor também chama a nossa oração de incenso, nos manda orar, etc.), não podem transformar-se em instrumentos de esforço próprio.






