Vivendo em Unidade

Enviado por Mauricio em 31 março, 2008 - 17:10.

Vivendo em unidade
Por Mauricio Araujo

EFÉSIOS 4

1 Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,
2 com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
3 procurando diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz.
4 Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
5 um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
6 um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos.
7 Mas a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo.
8 Por isso foi dito: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens.
9 Ora, isto-ele subiu-que é, senão que também desceu às partes mais baixas da terra?
10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu muito acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.
11 E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres,
12 tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;
13 até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, a ser homem perfeito, à medida da estatura da plenitude de Cristo;

João 17
19 E por eles eu me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade.
20 E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim;
21 para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.
22 E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um;
23 eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim.

Chegarmos a ser homem perfeito em unidade, na plenitude de Cristo. Para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós;
Até que todos cheguemos a unidade da fé.

Deus ordenou a unidade da igreja. Um Deus, por meio de um Cristo nos redimiu do pecado, deu-nos uma fé, nos regenerou por um Espírito, nos fez membros de um corpo por meio de um batismo, e nos deu uma esperança eterna. Toda a Divindade está envolvida na unidade da igreja. Esse tema está em harmonia com o espírito da epístola, que freqüentemente enfatiza o papel da Trindade na história da redenção.
O livro de Efésios foi escrito por Paulo enquanto era prisioneiro em Roma aguardando julgamento. Ele havia fundado a igreja de Éfeso em sua terceira viagem missionária, três a cinco anos antes. Visto que não podia visitar novamente a igreja de Éfeso, escreveu para eles uma carta a fim de fortalecê-los e confirmá-los na graça de Deus e no evangelho de Cristo, bem como para encorajá-los a realizar suas obras de serviço e santidade em resposta à graça salvadora de Deus.
Enquanto a carta aos colossenses, enviada na mesma ocasião, enfatizava a grandeza de Cristo, que é o cabeça da igreja, sua carta aos efésios enfatizava a própria igreja, da qual Cristo é o cabeça.
"Nos três primeiros capítulos, Paulo mostra que a igreja foi predestinada por Deus, que foi redimida e que judeus e gentios foram feitos um em Cristo. Nos últimos três capítulos, Paulo embarca na aplicação prática da verdade exposta nos três primeiros capítulos. Ele escreve sobre unidade, amor, novidade de vida, sobre o andar na força do Senhor, e sobre a necessidade de colocar toda a armadura de Deus. Conseqüentemente, há uma divisão clara nesta carta entre a exposição encontrada nestes três primeiros capítulos e a exortação encontrada nos últimos três capítulos. Nos capítulos 1 a 3, a verdade é exposta; nos capítulos 4 a 6, a verdade é aplicada."
Em Efésios 4, Paulo exorta os efésios a manterem a unidade que Deus amorosamente proveu para igreja, andando nos caminhos que Deus indicou para que tivessem unidade, santidade, amor, luz e sabedoria uns para com os outros, e resistindo aos ataques espirituais de Satanás na certeza da provisão de Deus em favor deles.
O Espírito Santo promoveu a unidade na igreja formando um corpo, habitando na igreja e sendo a esperança da redenção futura. O Filho promoveu a unidade na igreja sendo o cabeça da igreja, o objeto de fé de todos os discípulos, e Aquele em quem todos os discípulos são identificados. O Pai promoveu a unidade da igreja sendo o Pai de todos, o soberano sobre todos, vivendo através de todos, e habitando em todos os discípulos.
Ef 4 1-3
1 Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,
2 com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
3 procurando diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz.

Cinco pontos são fundamentais para o caráter cristão, para vivermos em unidade. Efés. 4:2 e 3
1- Humildade. Romanos e gregos consideravam a humildade um sinal de debilidade. Para o cristão, no entanto, esta é fonte de força. É o oposto do orgulho. O orgulho está no centro da desunião (por exemplo, Lúcifer no Céu), enquanto a humildade está no centro da reconciliação, como na encarnação e na cruz, Cristo se humilhando. (Filip. 2:2-8). Devemos ser humildes para considerarmos nossos erros, nossos exageros, renunciarmos nossos métodos, conservando nossa fé. Humildes para entendermos que não temos toda revelação, que precisamos uns dos outros, que não somos melhores que ninguém. Jesus se humilhou o tempo todo, e tendo toda verdade nele, nunca impôs métodos, e sim somente a verdade que liberta e nos conduz ao Pai.

2- A gentileza ou mansidão é essencial para a unidade da igreja. Sendo o oposto da auto-afirmação, a mansidão não reage diante das ofensas. No fim, os mansos herdarão a Terra (Mat. 5:5). Sabermos conversar nas adversidades, chegarmos a uma definição que seja mais perto do Senhor. Sabermos sofrer danos, sendo sábios, esperando a hora certa.

3- A paciência ou longanimidade é característica do próprio Deus. Ele é "longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (II Ped. 3:9). Paciência significa resistência diante da aflição, recusa de vingar as injustiças, e não abrir mão da esperança de reparar relacionamentos interrompidos. Sermos pacientes nas adversidades, longânimos para com nossos irmãos.

4- Suportar uns aos outros (Efés. 4:2) significa mais do que tolerância mútua. Envolve o entendimento da outra pessoa e disposição para se perdoarem e aceitar-se mutuamente. Isto é importante, pois se a pessoa pensa igual a mim, ou age igual a mim, não preciso suportar, pois ela já me agrada, mas quando falamos em suportar, falamos de pessoas que agem diferente umas das outras, pessoas que pensam diferente, ai sim vem o suportar. Tanto o forte quanto o fraco.

5- Amor. Evidentemente, todos estes pontos têm suas raízes no amor, e é esta prática ativa do amor que preserva as relações e promove paz e unidade no corpo de Cristo. Pois Deus é amor. Somos tão diferentes Dele, mas ele não nos exclui, mas sim nos ama como a mais fracos, é humilde para conosco, é manso, paciente e longânimo para conosco, e nos suporta, pois se não fosse assim onde estaríamos. Pedimos sempre a Deus que nos entenda, que nos ajude, que tenha misericórdia de nós, e quando vemos o irmão diferente, ou que ainda não alcançou o que alcançamos, ai julgamos a ele, e já dizemos que ele não pode estar caminhando ao meu lado. Falta-nos amor e misericórdia, coisa que com nós mesmos temos de sobra.
Humildade, Mansidão (Gentileza) , Paciência (Longanimidade), Suportar uns aos outros e o Amor

UMA LIÇÃO IMPORTANTE PARA O CORPO DE CRISTO

A grande causa da divisão do corpo de Cristo é a falta de Cristo, e conseqüentemente nos aferrarmos em nossos conceitos.
Em outras palavras, os problemas mais predominantes atualmente são na maioria devido às nossas diferentes opiniões, com relação a certas coisas. Todos temos nossos próprios gostos e nossos próprios conceitos em tantas questões, e permanecemos neles, nos aferramos neles.
Mas se estivermos cheios de Cristo, não estaremos preocupados com estas coisas.
Um recipiente somente cabe alguma coisa nele, se ele não estiver cheio, se tiver lugar vazio nele. Se estamos cheios da pessoa de Cristo, seu caráter, seu amor, não haverá espaço para estas coisas. Cheios de Cristo, mas se estiver vazio, vai caber muitos métodos.
Não podemos nos aferrar nos nossos métodos, mesmo que eles sejam ótimos, mas temos que nos lembrar que métodos são métodos. Não são absolutos.
Na historia da igreja, vemos muitos moveres do senhor se cristalizando. Moveres criados pelo Senhor, mas a falta de sensibilidade para o completo de Deus. E com os moveres vem também a mão do homem (métodos), e vão se cristalizando o que Deus tinha feito uma benção.
Assim então Deus tinha que começar outro mover em quem estava sensível a Ele, até que cheguemos onde ele quer: ser homens perfeitos em unidade.
Estes métodos então, mesmo sendo ótimo como vimos, se nos aferrarmos neles, eles serão fatores fundamentais para divisão.
Sendo assim, quanto mais nós ornamentamos a noiva com nossos métodos, e não conforme Cristo, seus dons, mais nos distanciamos de ser um com outros irmãos que automaticamente fazem isto, com métodos diferentes. Criamos um muro intransponível entre nós e nossos irmãos. E se continuamos assim, nos aferrando em nossos ótimos métodos, vamos nos cristalizando, e ficamos cada vez mais diferentes de Cristo. Assim ocorreram com muitos moveres do Senhor, que se cristalizaram, e se tornaram em denominações, entendendo que não acontece isto somente em uma década, mas em varias décadas, pois os que vão nascendo vão se aferrando nos métodos em que vivem.
O apostolo Paulo, nos dá uma lição sobre isto na sua carta aos romanos capitulo 14.
A atitude de Paulo em Romanos 14, com relação a diferentes conceitos sobre comer e guardar dias, foi totalmente diferente de como fazemos hoje. Fechamos questão em tudo. Mas Paulo, preservando a unidade, foi bem sábio.
Primeiro ele nos diz algo indispensável no versículo 1.
Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. Paulo sabia que os judeus tinham seus costumes e métodos, e os gentios também, mas ele se coloca como sábio em Cristo, e como tal está acima de todas estas coisas, e podendo conviver com todas elas sem julgar nenhum deles, mas vivendo de acordo com sua fé.
De acordo com o ensinamento da Bíblia, está bastante claro que, debaixo da graça de Deus, não há necessidade de se fazer distinções com relação às coisas que comemos. Todas as coisas são boas para comer, tanto carne como legumes, não há diferença aos olhos de Deus. Podemos comer legumes como também qualquer tipo de carne. O apóstolo Paulo sabia disso melhor do que nós. Neste capitulo, porém, nenhuma palavra mencionou ele de acordo com a doutrina em relação a esta questão. Em vez disto, disse: “O que come não despreze ao que não come; e o que não come não julgue o que come” (14:3). Se você come todas as coisas, não despreze aqueles que não comem; e se você não come todas as coisas, não critique aquele que o faz.
Sobre guardar dias o apóstolo disse: “um faz diferença entre dias e dias; outro julga iguais todos os dias” (14:5). Novamente o apóstolo tomou uma atitude bastante livre, não dizendo qual estava certo ou errado. De acordo com as Escrituras, nesta era não deveríamos guardar dia algum. Atualmente, debaixo da graça do Senhor, todos os dias são os mesmos. Paulo sabia disto mais que nós, contudo ele não fechou questão. Paulo aqui apelou para fé. Pois o que faço sem fé é pecado. Até mesmo o correto, se faço sem fé, na duvida é pecado.
Paulo não se aferrou a nada disto, e nós nos aferramos a métodos, fazendo assim uma separação entre eu e meu irmão, e depois disto a divisão do corpo de Cristo.
Se alguém come legumes e sente que todos devem também comer legumes, isso causará problemas.
Há sempre duas coisas que causam problemas na igreja.
A primeira é que as pessoas freqüentemente desejam que outros sejam o mesmo que eles.
A segunda é que as pessoas querem regulamentos.
Todos somos assim, e precisamos ser libertos disto.
O que necessitamos não são regulamentos, e sim estarmos cheios com Cristo e ricos na vida da igreja. Devemos nos preocupar de sermos cheios de Cristo, da pessoa dele, ai não vamos sair por ai cheio de nós mesmos, vamos amar uns aos outros, aceitar um ao outro, sermos santos, irrepreensíveis em toda nossa maneira de viver.
Temos que entender que o presbitério da igreja, vai estar orando e vendo de que maneira devemos fazer para chegarmos a isto. Vermos a estrutura melhor, mas não nos aferrando a ela. Nunca dizendo (se não for assim não pode ser um conosco).
Cuidemos para que não nos cristalizemos, e façamos o mover do Senhor sair de nosso meio, pois a vontade do Senhor é eterna, ela não vai parar porque nós paramos.

Enviado por Mauricio em 31 março, 2008 - 17:10.